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 Procura-se namorada RPGista - Reflexões sobre mulheres e RPG

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Gracilariopsis

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MensagemAssunto: Procura-se namorada RPGista - Reflexões sobre mulheres e RPG   Dom Set 05, 2010 12:53 pm

Publicado originalmente no meu Multiply

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As pessoas se reúnem em volta da mesa. A nova jogadora irá participar da terceira sessão com este grupo, e já correm boatos de que o mestre está interessado nela. Todos comentam como seria bom poder unir o útil ao agradável e ter uma namorada que compreendesse o que é o jogo, que não colocasse barreiras nem ficasse com ciúmes. Falam das vantagens de poder dividir as suas experiências de jogo com ela, e de compartilhar suas tardes de jogo com ela. Mas aparentemente, a nova jogadora não está interessada no mestre. Ele sente dificuldades em se aproximar, tem medo que os outros jogadores achem que ele a está protegendo. Não sabe como agir.

Em um outro ponto da cidade, em outra mesa de jogo, o grupo se confronta com uma situação completamente diferente. A personagem dela não para de provocar em on, e muitas vezes ela parece levar as provocações para fora do jogo. Ela interrompe a mesa freqüentemente para fazer comentários gratuitos, ela desconcentra os jogadores, faz isso de propósito para chamar a atenção. Mas todos os garotos tem namoradas ou quase, e temem que esse comportamento da jogadora atrapalhe seus relacionamentos.

Enquanto isso numa terceira mesa de jogo, a garota sente-se constrangida. Ela já mudou as roupas que usa, passando a usar camisetas escuras e largas, já deixou de usar maquiagem, mas eles ainda olham para ela como se ela fosse capa de uma revista masculina. Eles tecem comentários constrangedores, param o jogo para conversar com ela sobre coisas que não têm nada a ver com a sessão de jogo, apenas para fazê-la olhar para eles. Ela começa a pensar em parar de jogar.

Todas essas situações hipotéticas são muito comuns nos grupos mistos. O RPG é uma atividade social, e como tal, está tão susceptível ao aparecimento de sentimentos quanto qualquer outra. Talvez esteja até mesmo mais aberto a tais acontecimentos, uma vez que no faz-de-conta de interpretar personagens, muitas vezes nós nos dedicamos a fazer coisas que não teríamos coragem na “vida real”, e em volta da mesa de jogo, existe um limite muito tênue entre realidade e fantasia. Será que a aproximação dos personagens durante o jogo não reflete, em alguns casos, o interesse e os desejos das pessoas que interpretam esses personagens? Jogadores e jogadoras sadios e bem centrados estão acostumados a não misturar sentimentos, sejam eles positivos ou negativos, mas algumas vezes um relacionamento iniciado entre personagens ou a paquera em volta da mesa de jogo, poderão evoluir para um namoro bem sucedido. Em seu íntimo, todos buscam pessoas com as quais tem muito a compartilhar, e para um jogador ou jogadora de RPG, namorar alguém que também aprecie o jogo é uma experiência gratificante. Entretanto, os casos em que o interesse é unilateral costumam ser altamente prejudiciais para o jogo e para o grupo de amigos.

O assédio que uma jogadora recebe dos jogadores é um dos maiores motivos de evasão das garotas das mesas de jogo. Muitas vezes eles não percebem, mas ficam olhando para a região dos seios dela, ou tecendo comentários constrangedores entre as cenas. Às vezes os comentários são tecidos em on, e o garoto usa a desculpa de que é o seu personagem que age assim, mas na verdade é o jogador que gostaria de chamar a jogadora de “gostosa” ou coisa pior, e isso fica subentendido na forma como ele olha para ela, nos momentos entre as cenas. Quando a situação chega a um patamar insustentável, só resta às jogadoras procurarem outro grupo ou então desistirem de jogar.

Às vezes o grupo de jogo possui um clima muito agradável, até que chega um novo jogador com comportamentos nada sutis. Ele joga bem, é amigo de todo mundo, mas começa a deixar as garotas do grupo constrangidas. O comportamento de assédio pode ser incentivado pelos demais, e neste caso as garotas acabarão invariavelmente desistindo do jogo. Muitas garotas já tiveram de colocar um freio no comportamento dos jogadores, mas será que é necessário deixar que o clima de jogo chegue a esse ponto? A quem cabe a responsabilidade de monitorar o clima em volta da mesa de jogo?

Mais do que um árbitro das regras e um criador do cenário, o mestre de jogo é também o responsável pelo bem estar dos seus jogadores durante a sessão. Quando o grupo não consegue resolver os problemas por si mesmo, cabe ao mestre a função de arbitrar também problemas de ordem pessoal que acontecem fora do jogo, desde que estes problemas estejam interferindo no jogo. Se um jogador – ou jogadora – está prejudicando a qualidade da sessão por causa de comportamentos inadequados, cabe ao mestre a responsabilidade de tentar resolver a situação, de uma maneira que seja boa para todos. Na maioria dos casos o comportamento é inconsciente, e apenas uma conversa será suficiente para contornar a situação. Em outros casos, será necessário adotar certas normas de conduta, delimitando comportamentos aceitáveis durante a sessão de jogo. Pode ser necessário pedir para que um casal apaixonado diminua a intensidade de carícias, ou que preste atenção ao jogo. Pode ser necessário chamar de volta a atenção de alguém para o jogo, mas uma vez que não haja limites, uma vez que determinado jogador, ou jogadora, ou jogadores, estiverem atrapalhando o andamento do jogo com freqüência, o mestre deverá adotar posturas mais rígidas. Normalmente, seguir com o jogo e punir em on a falta de atenção de um jogador, por exemplo fazendo ele se ferir porque não respondeu a uma emboscada no tempo determinado pelo mestre, já que não estava prestando atenção ao jogo, pode ser suficiente para que ele cesse com o comportamento inadequado. Mas uma vez que a freqüência desses comportamentos for constante, a ponto de atrapalhar o ritmo do jogo, e que ele não responda aos pedidos para mudar, o mestre deve simplesmente se livrar dos jogadores problemáticos, não os convidando para a próxima sessão. E se questionado sobre o motivo da exclusão, deve ser sincero, deixando claro para o excluído que os comportamentos dele têm prejudicado a diversão de todos, e que ele, como mestre, deve cuidar para que isso não aconteça. Entretanto, é necessária cautela e moderação. O mestre só deve interferir no relacionamento de seus jogadores caso os comportamentos estejam sendo ofensivos e constrangedores para outros jogadores, e aparentemente o problema não irá se solucionar. Não se trata de impedir o casal de demonstrar seus sentimentos, ou o flerte quando é correspondido. Afinal, se o objetivo maior do jogo de RPG é a diversão de todos, e a interação social em volta da mesa faz parte dessa diversão, proibir qualquer manifestação de sentimentos priva o encontro para jogar RPG de uma parte importante do que o faz ser prazeroso: a possibilidade de se comunicar com o outro e de se expressar.

Um outro problema enfrentado pelos grupos mistos é o risco de protecionismo. Às vezes nem há interesse, mas o mestre acaba protegendo o personagem da única garota da mesa sem perceber, por considerar que este personagem seria mais frágil, ou que a garota estaria mais susceptível a falhas. É necessário tomar um cuidado ainda maior caso a garota seja a namorada do mestre, ou a namorada de um outro jogador. O protecionismo é constrangedor para todos, desde a garota que foi protegida até os demais jogadores que se sentem preteridos, deixados em segundo plano pelo mestre.

Existem dois tipos de protecionismos que poderão acontecer durante a sessão de jogo: a proteção à personagem e a proteção à jogadora. A proteção à personagem costuma ser apenas uma conseqüência das ações do jogo. Pode acontecer por vários motivos, desde personagens machistas até o fato da personagem dela gostar de ser protegida ou buscar a proteção dos personagens masculinos. Proteger a personagem da jogadora, como uma conseqüência natural da aventura, não representa problema algum, e apenas enriquece o jogo com interações sociais interessantes e toda uma temática psicológica que de outra forma poderia não ser abordada em jogo. Entretanto, no outro extremo, proteger a jogadora e conseqüentemente beneficiar sua personagem é uma das piores coisas que podem acontecer a um grupo misto. Os mestres devem evitar dar mais dicas a elas do que dão aos demais jogadores. Também deve impedir que um determinado jogador comece a ajudá-las em off, dando sugestões sobre o que elas deveriam fazer. Da mesma forma, se os jogadores não tem o direito de rolar novamente testes desastrosos, voltar ações mal sucedidas, ou ver seu personagem sobreviver milagrosamente a uma situação letal, as jogadoras também não devem usufruir desses privilégios.

Os relacionamentos entre integrantes de um grupo de RPG são mutáveis, e da mesma forma que começou, um namoro pode acabar. Como conseqüência, ele ou ela podem querer deixar o grupo, por não se sentir mais confortável ao lado do seu “ex”. Quando o namoro acaba, é necessário refletir se vale a pena ou não continuar jogando com aquele grupo. A separação foi amistosa? Nesse caso nem há o que pensar: continue jogando. Em caso negativo, você ainda irá se divertir com aquelas pessoas, mesmo contando com a presença dele ou dela? Essa é uma decisão pessoal a ser tomada. Quando a separação acontece com integrantes da mesa, e não com você, como agir? Na maioria das vezes a melhor coisa a se fazer é deixar que eles se resolvam, sem se envolver, mas o apoio dos amigos ajuda bastante. Mais uma vez, o mestre tem um papel importante, ao dizer a eles que para o jogo, nada mudou. Caso os personagens tenham alguma ligação em on, pode ser que um deles ou ambos desejem fazer outro personagem e continuar jogando. O mestre pode sugerir isso, ou dar liberdade a eles para a criação de um novo personagem, caso eles dêem essa sugestão.

A sessão de jogo não se resume à aventura. As pessoas e a forma como elas interagem são tão importantes quanto aquilo que acontece em on. Pelo menos, é assim que as mulheres costumam encarar o jogo.


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Hagen

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MensagemAssunto: Re: Procura-se namorada RPGista - Reflexões sobre mulheres e RPG   Qui Out 14, 2010 12:46 pm

Gracilariopsis escreveu:
Publicado originalmente no meu Multiply

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As pessoas se reúnem em volta da mesa. A nova jogadora irá participar da terceira sessão com este grupo, e já correm boatos de que o mestre está interessado nela. Todos comentam como seria bom poder unir o útil ao agradável e ter uma namorada que compreendesse o que é o jogo, que não colocasse barreiras nem ficasse com ciúmes. Falam das vantagens de poder dividir as suas experiências de jogo com ela, e de compartilhar suas tardes de jogo com ela. Mas aparentemente, a nova jogadora não está interessada no mestre. Ele sente dificuldades em se aproximar, tem medo que os outros jogadores achem que ele a está protegendo. Não sabe como agir.

Em um outro ponto da cidade, em outra mesa de jogo, o grupo se confronta com uma situação completamente diferente. A personagem dela não para de provocar em on, e muitas vezes ela parece levar as provocações para fora do jogo. Ela interrompe a mesa freqüentemente para fazer comentários gratuitos, ela desconcentra os jogadores, faz isso de propósito para chamar a atenção. Mas todos os garotos tem namoradas ou quase, e temem que esse comportamento da jogadora atrapalhe seus relacionamentos.

Enquanto isso numa terceira mesa de jogo, a garota sente-se constrangida. Ela já mudou as roupas que usa, passando a usar camisetas escuras e largas, já deixou de usar maquiagem, mas eles ainda olham para ela como se ela fosse capa de uma revista masculina. Eles tecem comentários constrangedores, param o jogo para conversar com ela sobre coisas que não têm nada a ver com a sessão de jogo, apenas para fazê-la olhar para eles. Ela começa a pensar em parar de jogar.

Nos três casos mostra apenas uma coisa: Que os jogadores dessa mesa são imaturos ou são completamente alhieos a interações sociais com mulheres.

No caso, se o mestre for imparcial e mesmo assim ficar com medo de os jogadores pensarem que ele está favorecendo alguém, significa que o narrador/mestre é uma pessoa insegura, que não sabe se impor e muito menos mostrar sua personalidade.

no caso mesma coisa, para alguém se importar com insinuações de uma outra pessoa e temer que seu relacionamento seja afetado, é ser muito inseguro. Acho que nada que o diálogo não resolva.

No caso mostra que os jogadores são extremamente imaturos, e não é porque é rpg, se fosse jogo de cartas ou videogame elees teriam o mesmo comportamento.

Gracilariopsis escreveu:
Todas essas situações hipotéticas são muito comuns nos grupos mistos. O RPG é uma atividade social, e como tal, está tão susceptível ao aparecimento de sentimentos quanto qualquer outra. Talvez esteja até mesmo mais aberto a tais acontecimentos, uma vez que no faz-de-conta de interpretar personagens, muitas vezes nós nos dedicamos a fazer coisas que não teríamos coragem na “vida real”, e em volta da mesa de jogo, existe um limite muito tênue entre realidade e fantasia. Será que a aproximação dos personagens durante o jogo não reflete, em alguns casos, o interesse e os desejos das pessoas que interpretam esses personagens? Jogadores e jogadoras sadios e bem centrados estão acostumados a não misturar sentimentos, sejam eles positivos ou negativos, mas algumas vezes um relacionamento iniciado entre personagens ou a paquera em volta da mesa de jogo, poderão evoluir para um namoro bem sucedido. Em seu íntimo, todos buscam pessoas com as quais tem muito a compartilhar, e para um jogador ou jogadora de RPG, namorar alguém que também aprecie o jogo é uma experiência gratificante. Entretanto, os casos em que o interesse é unilateral costumam ser altamente prejudiciais para o jogo e para o grupo de amigos.

O assédio que uma jogadora recebe dos jogadores é um dos maiores motivos de evasão das garotas das mesas de jogo. Muitas vezes eles não percebem, mas ficam olhando para a região dos seios dela, ou tecendo comentários constrangedores entre as cenas. Às vezes os comentários são tecidos em on, e o garoto usa a desculpa de que é o seu personagem que age assim, mas na verdade é o jogador que gostaria de chamar a jogadora de “gostosa” ou coisa pior, e isso fica subentendido na forma como ele olha para ela, nos momentos entre as cenas. Quando a situação chega a um patamar insustentável, só resta às jogadoras procurarem outro grupo ou então desistirem de jogar..

Sinceramente, é o tipo de questão que: se ocorre, dos jogadores ficarem olhando diretamente pros "seios" da garota, eles são completamente avessos a comportamento, e não é porque é rpg, mas sim porque são pessoas que não sabem interagir com mulheres em ambiente nenhum. Esse tipo de comportamento masculino, é típico de pessoas mal resolvidas, que não tem sucesso ou mesmo relacionamento com mulheres seja em qualquer lugar, fora a questão da falta de respeito, você ficar fazendo comentários em on e off sobre alguma mulher, em qualquer ambito que seja é extremamente indelicado e desrespeitoso, eu como mestre, pediria para parar ou retiraria o jogador da mesa. uma coisa é um personagem se interessar, outra é um jogador se interessar, mas outra é mostrar total imaturidade com comentários e gestos que são indelicados.

Não acredito que isso seja comum, como vc afirma. Meus grupos nuna aconteceram isso, porque? porque o respeito com as pessoas é primordial. Afinal não é porque há uma mulher que eu tenha que ficar olhando para os seios dela ou outros casos. Sobre a linha tenue, a pessoa que não sabe separar a realidade da fantasia e os confunde não tem maturidade alguma para jogar rpg. e é por essas pessoas que o nosso tão amado jogo é mal falado, mal visto e mal quisto.

Paquera em qualquer lugar é saúdável, mas desrespeito e assédio são coisas totalmente discrepantes de paquera. Esses casos só são prejudiciais ao grupo e ao jogo, quando tomam formas que não deveriam, ou seja atitudes imaturas.


Gracilariopsis escreveu:
Às vezes o grupo de jogo possui um clima muito agradável, até que chega um novo jogador com comportamentos nada sutis. Ele joga bem, é amigo de todo mundo, mas começa a deixar as garotas do grupo constrangidas. O comportamento de assédio pode ser incentivado pelos demais, e neste caso as garotas acabarão invariavelmente desistindo do jogo. Muitas garotas já tiveram de colocar um freio no comportamento dos jogadores, mas será que é necessário deixar que o clima de jogo chegue a esse ponto? A quem cabe a responsabilidade de monitorar o clima em volta da mesa de jogo?

No jogo o mestre é resposável, no ambiente de jogo, todos são responsáveis. ou Seja qualquer um pode frear a peça, ou mesmo retirá-la, já que ele é novo, está suscetível a ter uma baixa.

Gracilariopsis escreveu:
Mais do que um árbitro das regras e um criador do cenário, o mestre de jogo é também o responsável pelo bem estar dos seus jogadores durante a sessão. Quando o grupo não consegue resolver os problemas por si mesmo, cabe ao mestre a função de arbitrar também problemas de ordem pessoal que acontecem fora do jogo, desde que estes problemas estejam interferindo no jogo. Se um jogador – ou jogadora – está prejudicando a qualidade da sessão por causa de comportamentos inadequados, cabe ao mestre a responsabilidade de tentar resolver a situação, de uma maneira que seja boa para todos. Na maioria dos casos o comportamento é inconsciente, e apenas uma conversa será suficiente para contornar a situação. Em outros casos, será necessário adotar certas normas de conduta, delimitando comportamentos aceitáveis durante a sessão de jogo. Pode ser necessário pedir para que um casal apaixonado diminua a intensidade de carícias, ou que preste atenção ao jogo. Pode ser necessário chamar de volta a atenção de alguém para o jogo, mas uma vez que não haja limites, uma vez que determinado jogador, ou jogadora, ou jogadores, estiverem atrapalhando o andamento do jogo com freqüência, o mestre deverá adotar posturas mais rígidas. Normalmente, seguir com o jogo e punir em on a falta de atenção de um jogador, por exemplo fazendo ele se ferir porque não respondeu a uma emboscada no tempo determinado pelo mestre, já que não estava prestando atenção ao jogo, pode ser suficiente para que ele cesse com o comportamento inadequado. Mas uma vez que a freqüência desses comportamentos for constante, a ponto de atrapalhar o ritmo do jogo, e que ele não responda aos pedidos para mudar, o mestre deve simplesmente se livrar dos jogadores problemáticos, não os convidando para a próxima sessão. E se questionado sobre o motivo da exclusão, deve ser sincero, deixando claro para o excluído que os comportamentos dele têm prejudicado a diversão de todos, e que ele, como mestre, deve cuidar para que isso não aconteça. Entretanto, é necessária cautela e moderação. O mestre só deve interferir no relacionamento de seus jogadores caso os comportamentos estejam sendo ofensivos e constrangedores para outros jogadores, e aparentemente o problema não irá se solucionar. Não se trata de impedir o casal de demonstrar seus sentimentos, ou o flerte quando é correspondido. Afinal, se o objetivo maior do jogo de RPG é a diversão de todos, e a interação social em volta da mesa faz parte dessa diversão, proibir qualquer manifestação de sentimentos priva o encontro para jogar RPG de uma parte importante do que o faz ser prazeroso: a possibilidade de se comunicar com o outro e de se expressar.

Discordo no primeiro ato, porque o mestre é responsável pelo jogo, mas o que atrapalha fora dele, qualquer um pode reinvindicar, reclamar ou ter a voz ativa. Afinalo o mestre apenas narra, ele apenas conduz uma história, e problemas fora da mesa são extra grupo, são do grupo e não do mestre em si. E ele saber narrar e narrar bem não quer dizer que tem pulso para poder administrar comportamentos do grupo.
Outra questão de imaturidade, casal apaixonado como vc cita. Numa mesa de jogo, numa mesa de sinuca, numa mesa de cartas, de war seja lá onde for, não ahá necessidade de ficar mostrando carícias gratuitas, não há necessidade disso, então o mestre deve repreender e falar pra se agarrarem em outro local.
Não deve ser punido em On, elementos que são extra jogo, é inviável e incabível. o que deve ser feito é ter uma conversa, pausa no jogo, para consertar. Se você narar parar pessoas que pouco se lixam para seus personagens não terá tanto efeito. Não se deve misturar o on e off.
Seja onde for e qual o motivo, jogadores problemáticos devem ser excluidos, mnas em OFF, sem punições dentro do jogo, é incabível isso.

um casal não precisa demonstrar amor num jogo de rpg, como não precisa demonstrar amor numa fila de banco ou numa sala de aula.



Gracilariopsis escreveu:
Um outro problema enfrentado pelos grupos mistos é o risco de protecionismo. Às vezes nem há interesse, mas o mestre acaba protegendo o personagem da única garota da mesa sem perceber, por considerar que este personagem seria mais frágil, ou que a garota estaria mais susceptível a falhas. É necessário tomar um cuidado ainda maior caso a garota seja a namorada do mestre, ou a namorada de um outro jogador. O protecionismo é constrangedor para todos, desde a garota que foi protegida até os demais jogadores que se sentem preteridos, deixados em segundo plano pelo mestre.

Outro caso que mostraria somente insegurança e falta de personalidade de qualquer mestre. Ajudar personagens de alguma forma de jogadores inexperientes é aceitável, mas não dessa forma. mostra que o cara não está apto a mestrar. Por isos nem comentarei muito sobre os tipos de protecionismo. POrque é falta de imaturidade total de um metre proteger apenas por ser do sexo oposto.


Gracilariopsis escreveu:
Os relacionamentos entre integrantes de um grupo de RPG são mutáveis, e da mesma forma que começou, um namoro pode acabar. Como conseqüência, ele ou ela podem querer deixar o grupo, por não se sentir mais confortável ao lado do seu “ex”. Quando o namoro acaba, é necessário refletir se vale a pena ou não continuar jogando com aquele grupo. A separação foi amistosa? Nesse caso nem há o que pensar: continue jogando. Em caso negativo, você ainda irá se divertir com aquelas pessoas, mesmo contando com a presença dele ou dela? Essa é uma decisão pessoal a ser tomada. Quando a separação acontece com integrantes da mesa, e não com você, como agir? Na maioria das vezes a melhor coisa a se fazer é deixar que eles se resolvam, sem se envolver, mas o apoio dos amigos ajuda bastante. Mais uma vez, o mestre tem um papel importante, ao dizer a eles que para o jogo, nada mudou. Caso os personagens tenham alguma ligação em on, pode ser que um deles ou ambos desejem fazer outro personagem e continuar jogando. O mestre pode sugerir isso, ou dar liberdade a eles para a criação de um novo personagem, caso eles dêem essa sugestão.

Acho que relacionamentos são mutáveis em qualquer meio, não só o rpg. Qualquer grupo de amigos, seja aquele do rock, aquele do pagodea, do rpg ou simplesmente o grupo da faculdade. Como digo, o mestre não tem tanto papel assim nesses casos, porque ele é mestre ou narrador do jogo, ele não é o líder da turma, então ão deve se interferir ou por ser mestre achar que tem o direito de ditar suas opiniões que podem ser errôneas.

Um exemplo? Não é segredo algum que o Despair e a Serenity estão namorando. Fazemos parte do grupo de amigos, fazemos parte de algumas mesas juntos e pior, os dois são donos do mesmo site de um hobby em comum. Junto com a katsu e comigo. A primeira coisa que eu fiz, como amigo e por ter de certa forma uma opinião bem formada foi o seguinte, falei com os dois que apoiava o namoro deles, mas que fosse algo maduro e que separassem o pessoal deles com o site em qualquer hipótese. É o mínimo que se espera.

Sobre os personagens com ligação em On, eu concordo plenamente. Se for o caso de mudarem de persoangem, o mestre deve dar liberdade, ou então fazer o mais comum, os personagens do jogo tb terminaram. Qual o problema nisso?



Citação :
A sessão de jogo não se resume à aventura. As pessoas e a forma como elas interagem são tão importantes quanto aquilo que acontece em on. Pelo menos, é assim que as mulheres costumam encarar o jogo.

O que acontece ao redor da mesa é muito mais importante que acontece dentro dela. Mas nunca podemos misturar as situações, temos que ser maduros e aceitar fatos, seja no ON ou no OFF. Para vc jogar vc precisa de um grupo de amigos, e esse grupo tem que ter harmonia e cumplicidade, como em qualquer lugar que lidamos com mais de 1 pessoa.
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MensagemAssunto: Re: Procura-se namorada RPGista - Reflexões sobre mulheres e RPG   Qui Maio 17, 2012 5:26 pm

Olá boa tarde!

Olha eu sou novata aqui, mas o tema desse tópico chamou muito a minha atenção.
Analisei o conteúdo todo e concordo com o moço Hagen (correto?) =3

É meio complicado mesmo, exige muito pulço do Mestre.
Nas mesas que participei embora fosse poucas, não ouve nenhum dos casos citados, eu namorava um dos mestres, ele mesmo me falava desse tipo de acontecimento. E por isso ele era parcial, se eu fisse burrada pagava igual a qualquer um da mesa, só com o diferencial que não morria ( agradeço XD).
Mas também existe o preconceito por ser a namorada do mestre, na mesa dele era sempre a única menina, mas quando veio outra amiga por parte dele, o problema foi quando numa determinada situação ambas tinham que escapar e só havia um jeito, eu como já era do ramo acustumada escoli uma e ela a outra e por causa disso ela se deu mau...
Ela ficou com raiva e se queixou pro namorado. Mas não tinha nada combinado e não teve proteção alguma pois eu jogava a mais tempo que ela.
Mas foi a única coisa que aconteceu, de resto sempre teve muito respeito e as campanhas rederam bastante, embora o meu ex fosse alienado e brisava com coisas aleatórias, mesmo assim era um ótimo mestre!

E aproveitando o eu gostaria de encontrar um grupo pra jogar faz tempo que eu não jogo >_<

Ainda procura-se namorada RPGista?
Então vou me candidatar!
\o

bye
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