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 Eu só jogo de...

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Gracilariopsis

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MensagemAssunto: Eu só jogo de...   Dom Set 05, 2010 12:55 pm

Publicado originalmente no meu Multiply

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No título, insira Clã, Classe, Raça, Profissão, ou qualquer coisa que o sistema ou cenário de RPG que você estiver jogando use para "classificar" personagens.

Quem nunca se deparou com essa situação inusitada? O jogo é Vampiro A Máscara, Sabá... aí o jogador espertinho aparece dizendo (na verdade, impondo): Jó jogo se for de Giovanni. E até você explicar pro infeliz que Giovanni não dá, o clima já virou, os ânimos se acentuaram, o que era para ser prazeiroso virou um bate-boca sem sentido.

E o infeliz, para piorar, acha que é certo, que você, narrador ou mestre malvado, tá de implicância, e tem a obrigação de aceitar o personagem dele do jeito que ele quer.

Afinal, o coitado do narrador tem a obrigação de mestrar, né? Tem a obrigação de divertir os outros mesmo que isso signifique que o seu planejamento, a sua dedicação, sua escolha de crônica, de tema, de plot, tenha de ser trocada de uma hora para a outra porque o jogador, aquela criatura cujo umbigo é o centro do mundo, tem seeeempre razão.

Existem várias coisas para se pensar quando isso acontece:

1 - A questão do respeito. Muitas vezes quem pede pra jogar com a raridade ou o personagem que o narrador disse que não podia, por causa do tema da crônica, tá pouco se lixando pro narrador, pra crônica ou os outros jogadores. Ele é egoísta demais para pensar na diversão de todos, e muitas vezes acha que só ele deve se divertir. Mas ele tá errado: se o narrador e os demais jogadores não se divertirem, o jogo será invevitavelmente ruim.

2 - A questão da sua própria diversão. Por mais que o narrador tenha como responsabilidade dar diversão a todos, certos personagens simplesmente não se encaixam. Serão deixados de lado, porque seus objetivos não combinam com o dos demais personagens e suas ações não têm nada a ver com o pliot geral da crônica. Ao invés de se divertir fazendo um personagem diferente, ele acabará marginalizado.

3 - A questão da maturidade. Um jogador tem, é claro, seus tipos de personagens favoritos e aqueles que ele odeia. Mas vejamos o exemplo de Vampiro A Máscara: cada tipo de crônica tem uma quantidade de clãs e linhagens mais apropriada para ele, e ao mesmo tempo suficientemente diversificada para abranger os mais diferentes gostos. Dentro de cada Clã, é possível fazer personagens bem diferentes entre si sem ter de apelar pra algo raro. Quem só gosta de um clã, ou de determinada linhagem, falando seriamente, não tem maturidade pra jogar Vampiro, porque isso é uma prova que o indivíduo não entendeu o jogo. O mesmo se aplica a outros jogos. Será que quem odeia "elfos" em D&D realmente entende os elfos, já leu sobre isso, já tentou se aprofundar? Ou simplesmente odeia porque no auge de sua adolescência ouviu dizer que elfos eram "bichonas"? A maioria das pessoas que odeia determinado tipo de personagem não entende esse tipo de personagem. É muito raro encontrar alguém que odeie com conhecimento de causa.



Então, narradores e mestres, não tenham medo de dizer não. Jogador dá em árvore. Narrador tem de se divertir, e mais importante ainda: tem de se valorizar.

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Hagen

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MensagemAssunto: Re: Eu só jogo de...   Qui Out 14, 2010 11:24 am

Gracilariopsis escreveu:


1 - A questão do respeito. Muitas vezes quem pede pra jogar com a raridade ou o personagem que o narrador disse que não podia, por causa do tema da crônica, tá pouco se lixando pro narrador, pra crônica ou os outros jogadores. Ele é egoísta demais para pensar na diversão de todos, e muitas vezes acha que só ele deve se divertir. Mas ele tá errado: se o narrador e os demais jogadores não se divertirem, o jogo será invevitavelmente ruim.

Não concordo muito. Acho que generalizar não é a melhor alternativa para nada. Eu mesmo adoro o clã giovanni, cito até mesmo esse exemplo. Numa crônica de vampiro, digo que não me interesso por nenhum outro clã. Porque? porque não gosto dos clãs de vampiro, simples, e o que mais me interesso é o Giovanni. Não porque sou egoísta, mas penso sim no meu divertimento, afinal, eu quero jogar com algo que me agrade, porque jogaria com um nosferatu ou um tremere se não me são atrativos. Agora cabe ao mestre decidir se posso ou não. Seu sempre peço: "posso jogar com giovanni?", se eu obter positivo tudo bem, se obter uma resposta negativa eu aceito e escolho outro clã, não porque sou egoísta mas porque posso querer me divertir tb.

Gracilariopsis escreveu:

2 - A questão da sua própria diversão. Por mais que o narrador tenha como responsabilidade dar diversão a todos, certos personagens simplesmente não se encaixam. Serão deixados de lado, porque seus objetivos não combinam com o dos demais personagens e suas ações não têm nada a ver com o pliot geral da crônica. Ao invés de se divertir fazendo um personagem diferente, ele acabará marginalizado.

o narrador, é como um Deus, o que um Deus pode fazer..Moldar conforme sua vontade. Se o narrador não conseguir encaixar certos personagens, ele é um pouco fraco. Cada um tem peculiaridades, mas todos podem ter objetivos comuns.

Gracilariopsis escreveu:

3 - A questão da maturidade. Um jogador tem, é claro, seus tipos de personagens favoritos e aqueles que ele odeia. Mas vejamos o exemplo de Vampiro A Máscara: cada tipo de crônica tem uma quantidade de clãs e linhagens mais apropriada para ele, e ao mesmo tempo suficientemente diversificada para abranger os mais diferentes gostos. Dentro de cada Clã, é possível fazer personagens bem diferentes entre si sem ter de apelar pra algo raro. Quem só gosta de um clã, ou de determinada linhagem, falando seriamente, não tem maturidade pra jogar Vampiro, porque isso é uma prova que o indivíduo não entendeu o jogo. O mesmo se aplica a outros jogos. Será que quem odeia "elfos" em D&D realmente entende os elfos, já leu sobre isso, já tentou se aprofundar? Ou simplesmente odeia porque no auge de sua adolescência ouviu dizer que elfos eram "bichonas"? A maioria das pessoas que odeia determinado tipo de personagem não entende esse tipo de personagem. É muito raro encontrar alguém que odeie com conhecimento de causa.

Aí caimos na questão de esterótipos. Jogadores realmente não tem maturidade para interpretar vampiro, lobisomem entre outros. Porque? porque fazem personagens caricatas, seja o malkaviano espalhafatoso ou o gangrel estranho, o brujah rebelde. Sempre tem uns três persoangens assim na mesa. E quando se cria um personagem com uma alma diferente da costumeira, é causado um espanto nos outros. o mesmo exemplo em lobisomem, ao afirmar que é um jogo selvagem de pancadaria, quema firma isso, não sabe sequer a gama de possibilidades de tramas que podemos encontrar.



Gracilariopsis escreveu:

Então, narradores e mestres, não tenham medo de dizer não. Jogador dá em árvore. Narrador tem de se divertir, e mais importante ainda: tem de se valorizar.

o mestre que não se valoriza é aquele que permite que os jogadores tomem conta da mesa, sejam os chatos de plantão ou os advogados de regras. Para mim, como mestre e como jogador, o narrador, mestre tem a ultima palavra, ele conduz tudo.
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